YayBlogger.com
BLOGGER TEMPLATES

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

... Essa brincadeira poderosa continua e vc pode contribuir com um verso!




Venham,amigos...
Não é tarde demais para aproveitar um novo mundo,
pois eu existo para velejar além do por-do-sol.
E apesar de hoje não termos a força
que nos velhos tempos mexia com a terra e os céus,
o que somos, somos.
Um temperamento de corações heróicos,
enfraquecidos pelo tempo e o destino,
mais com grande força de vontade
para perseverar, persistir,
encontrar e não hesitar.

de Alfred Lord Tennyson, citado no filme "Sociedade dos Poetas Mortos"

domingo, 2 de agosto de 2009

Maria Amélia ♫

Maria Amélia podemos combinar
Maria Amélia eu posso te buscar

Eu moro longe, você do outro lado
Fiquei sabendo que tá sem namorado
Você mora longe pra mim tá tudo bem
Você sozinha e eu não sou de ninguém
Então pensei "por que não?"

Maria Amélia podemos combinar
Maria Amélia eu posso te buscar

Você combina com qualquer lugar
Até de birra dá vontade de agarrar
Você combina com um figura como eu
Já rola um tempo que o meu tesão é teu
Então pensei "tem que ser você"

by Mordida

http://www.youtube.com/watch?v=cOCBWgJJK9k

terça-feira, 21 de julho de 2009

Felicidade Clandestina


Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com sua letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingan­ça, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de ca­belos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me subme­tia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía as Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro pra se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente cor­rendo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era meu modo estranho de andar pelas ruas do Recife. Dessa vez nem cai: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nem uma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefini­do, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivi­nhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mes­mo, às vezes eu aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas, houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A se­nhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sem­pre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só pra depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
As vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.

de Clarice Lispector

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Thanks for everything my friends!

O amigo é aquela pitada de sal
que faltava no meu bife
O amigo é aquela última cerveja
que se escondia no gelo
O amigo é aquele ouvido atento
às minhas "bobagens" amorosas
O amigo é aquela voz terna
impostando palavra doce
O amigo é aquele pulo que late e diz:
que bom que você chegou!
O amigo é aquela mão estendida
para amparar as meninas que crescem
O amigo?
Cadê eu, sem ele!
Anarqino (Agendarte 2008)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Je trouve et je pense à moi



Je dirais que peu de personnes me connaissent vraiment, mais vraiment, qui je suis?

terça-feira, 2 de junho de 2009

hippie life style!!

Começo porque eu tava sem sono, sem vontade de estudar ou vê tv ou conversa. A aula tinha acabado mais cedo então também cheguei em casa mais cedo, cansei de pensa nos mesmo probleminhas, entrei na internet e o desenho da Rê Bordosa apareceu na minha página do orkut.

Ahhh, eu admito, conheci a Rê Bordosa faz pouco tempo, em setembro ou outubro do ano passado, mas conheci, conheço e já ri um monte de início. O cigarro e o copo de vodka são as únicas coisas que ela não se separa, o resto é tudo passageiro, das muitas tirinhas famosa feitas pelo Angeli nenhum podia falta o "Alguém viu minha calcinha e meu sutiã por ai??".

"Se não vou ao bar o bar vem a mim!!Amigos e cigarrinhos sempre estão a me procurar!!! Eu resisto a tudo, menos às tentações!"


E sabe, a Rê Bordosa na real já morreu, ela não durou muito tempo nessa vida cheia de drogas, muitos homens dentro da banheira e vodka, muuuita vodka! Mas foi só no ano passado que resolveram fazer um dossiê da morte dela, um curta que eu assisti no 3º Festival de Cinema do Paraná, assisti. Por enquanto ele só tá sendo exibido em festivais e amostras, mas vale ver o trailer, (clica aí na imagem debaixo) é ilário!Aqui em Curitiba ele ganho prêmio de Juri Popular de Melhor Direção e Melhor Roteiro!

Começei a procurar mais tirinhas dela na internet e quase não existe, fui procurar vídeos no youtube e também quase nao tinha nenhum, então encontrei um filminho que ela faz parte e que eu faz muito tempo queria assisti, "SEXO, ORÉGANO E ROCK 'N' ROLL" \o/. Não preciso nem dizer né? Nesse além da Rê também tem o Wood e o Stock, e nem precisa fala o que que rola no filme, é só vê a letra dessa música aqui embaixo, ouvi ela também e viaja!

Eu preciso encontrar
Um lugar legal pra mim
Dançar e me escabelar
Tem que ter um som legal
Tem que ter gente legal
E ter cerveja barata

Um lugar onde as pessoas
Sejam mesmo afudê
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho

Sozinho pelas ruas de São Paulo
Eu quero achar alguém pra mim
Um alguém tipo assim
Que goste de beber e falar
LSD queira tomar
E curta Syd Barrett e os Beatles

Um lugar e um alguém
Que tornarão-me mais feliz
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
Lugar do caralho

Sozinho pelas ruas de São Paulo
Eu quero achar alguém pra mim
Um alguém tipo assim
Que goste de beber e falar
LSD queira tomar
E curta Syd Barrett e os Beatles

Um lugar e um alguém
Que tornarão-me mais feliz
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
Lugar do caralho


Música que o Raul Seixas gravo, mas que é da banda Júpiter Maçã, banda que eu fui no show nessa sexta- feira passada! :)

Mas enfim, PEACE AND LOVE.
;*